Electronic Sex Music — ou Música Sexual Eletrônica — não é apenas o nosso podcast com sets de DJs que orbitam os selos SXO, a sxy e a KinKy; é o epicentro de um movimento que reivindica a música como ferramenta de dança e celebração de sexualidades múltiplas. Falamos em plural porque desafiamos a lógica mononormativa e as convenções do sexo sob a égide do patriarcado.
Aqui, a sexualidade abrange a masturbação, a descoberta individual da própria potência, a entrega à fragilidade e a percepção sensorial do corpo. São estados de consciência; arquiteturas de sensação. O ato sexual se decompõe e se refaz no encontro com o outro de infinitas formas: vivemos o desejo virtualmente em plataformas sociais, em trocas de áudios, imagens e textos que moldam nossa subjetividade contemporânea. Por isso, levantamos #ElectronicSexMusic ou #ESM e criando essa bandeira no território da e-music.
Historicamente, movimentos como o EDM, a House e o Techno emergiram da fusão orgânica entre comunidades e seus hábitos culturais; nós, agora, reivindicamos o direito de nomear a nossa própria junção e a formação de uma comunidade fundamentada na radicalidade das nossas sexualidades. Operamos em eventos sociais, no digital, na música, nas artes visuais, na performance e na escrita. Ocupamos clubes, puteiros, masmorras de BDSM, cinemões e espaços domésticos, mas a nossa festa principal acontece, invariavelmente, em nossos próprios corpos.
O registro escrito torna-se, então, um ato de insurgência necessário para que nossa trajetória não seja apagada. Em um Brasil que negligencia sistematicamente a memória, onde pessoas LGBTIAP+ são frequentemente reduzidas ao rótulo genérico de “diversidade”, nós nos unimos em movimento para expansão, jamais para permitir a redução de nossas subjetividades. A fluidez pede passagem; a pulsão sexual exige existir sem o cárcere das caixas.
É hora de transmutar delírio em deleite. A utopia não é um horizonte impossível.
Eduardo Araújo Silva
Criador da plataforma scsssxl.com, da festa SXO , sxy e KinKy e idealizador do movimento Electronic Sex Music / Música Sexual Eletrônica.
ESM – Eletronic Sex Music em alta com Eusexua, Sexistential e No Lub So Rude
“Nós precisamos de lub para a fricção do mundo” Peaches em entrevista para o The Guardian
A convergência entre FKA Twigs, Robyn e Peaches entre 2024 e 2026 marca um momento histórico: a pista de dança reforça a sexualidade de maneira literal. Não estamos mais ouvindo metáforas. Com os lançamentos de Eusexua (FKA Twigs, 2024), No Lube So Rude (Peaches, 2026) e o recente Sexistential (Robyn, 2026), a palavra sexo deixou de ser um tabu para se tornar um palco de autonomia corporal.
FKA Twigs: A Mística da Clareza Orgásmica
EUSEXUA
um estado de consciência
aguçada, eufórica e sensual
Aos 38 anos, a inglesa FKA Twigs abre esse portal com Eusexua. Sua trajetória, marcada pela fusão entre a fragilidade do R&B e a vanguarda eletrônica, atinge uma clareza inédita. Para Twigs, o sexo na pista é uma experiência mística — um estado de “clareza orgásmica” que serve como antídoto para a automação da vida moderna.
Sua corporeidade propõe uma androginia que domina as tecnologias do corpo, traduzindo-as em sons etéreos e um visual experimental que flerta com o pós-humano. É o prazer como autodescoberta e cura.
Robyn: Existencialismo, Maternidade e Beats 4/4
A sueca Robyn, aos 46 anos, traz a bagagem de quem sobreviveu a múltiplas eras da indústria mantendo sua integridade emocional. Em Sexistential, ela utiliza sua posição consolidada na música eletrônica para questionar o desejo na meia-idade.
Robyn parece estar em casa neste novo álbum que refina as pulsações luminosas do sintetizador de Body Talk para explorar sexualidade, sentimentalismo e a criação da vida.
Sua contribuição é a intelectualização do ritmo. Ela prova que a pista é o lugar onde processamos nossas crises existenciais. Para Robyn, o sexo é a prova de que ainda estamos pulsantes — uma afirmação que ecoa a postura de Björk, que sempre se posicionou como uma clubber eterna. Na faixa-título, Robyn dialoga consigo mesma sobre ser solteira, mãe e navegar por aplicativos e terapia, desconstruindo o que “pode ou não” na vida adulta.
O Vanguardismo de Peaches: Prazer contra o Fascismo
Sonoramente, Peaches causa uma revolução contínua. Seu vanguardismo, que já pulsava em Fuck The Pain Away, ganha novas camadas em No Lube So Rude. Prestes a completar 60 anos, a canadense não está apenas revisitando o que pavimentou; ela está denunciando a aspereza do sistema.
Ao falar de “fricção sem lubrificante”, Peaches é interseccional: traz para a composição o amadurecimento, a vivência LGBTQIA+ e a resistência contra o etarismo. Ela usa sua longevidade para provar que o prazer é uma arma política contra o fascismo e a caretice do século XXI.
“Falar de sexo na pista de dança hoje é desmistificar uma opressão histórica. É transformar o suor em manifesto.”
Uma Genealogia do Prazer na Música Eletrônica
Essa ruptura não é por acaso. A virada para o “S E X O” sem metáforas deve muito a Donna Summer (1975) e ao orgasmo no centro da pista, além da crueza de Grace Jones e Madonna nos anos 80.
Mas é no vanguardismo de Peaches, desde os anos 2000, que o termo deixou de ser um convite para se tornar um comando de autonomia. Enquanto Twigs navega pelas nuances do corpo e das relações sem rótulos, e Robyn mostra a sensualidade pós-maternidade, Peaches consolida a ESM (Electronic Sex Music) como um gênero de resistência.
Fico feliz de ver esse termo sendo falado sem alegorias. O sexo precisa deixar de ser um tabu em nossas conversas públicas. Não há nada de profano em um ato que está no cerne da humanidade. É tempo de celebrar a fricção, a verdade e a autonomia.
Neste mês, no dia 31 de Março de 2026, o icônico Hotel Drouot, em Paris, promoverá um leilão e celebração histórica da arte e da memória LGBTQIA+ brasileira. A casa Maurice Auction leva a leilão o acervo pessoal de Roberto Pontual (1939–1994), um dos críticos mais influentes do país. Roberto Pontual nasceu em Vitória, no Espírito Santo, em 1939, mas construiu sua base intelectual e carreira no Rio de Janeiro e terminou sua vida em Paris, na França, em 1994. Mais do que uma coleção de quadros, o evento revelou a cartografia afetiva de uma vida compartilhada entre Pontual e seu marido, Vincent Wierink.
Roberto Pontual no jardim do MAM Rio de Janeiro em 1987 (Foto: Pedro Karp Vasquez)
O leilão é uma das primeira venda desta escala dedicada à arte brasileira na Europa — e também um dos primeiros que destinará parte da arrecadação foi destinada à Sidaction, fundação francesa que lidera a luta contra o HIV/AIDS. O gesto honra a trajetória de Pontual, que faleceu e em decorrência da Aids, transformando sua herança intelectual em investimento para a vida e a ciência.
Obra de Alair Gomes que integra a coleção de Roberto Pontual
A existência dessa coleção chegou aos nossos dias graças à dedicação de Vincent Wierink, companheiro de longa data e herdeiro universal de Pontual. Vincent, que faleceu recentemente, manteve viva a memória de um homem que os artistas adoravam por sua “insaciável curiosidade e gentileza”. O acervo é o testemunho de um casal que, em pleno Rio de Janeiro dos anos 70 e 80, colecionava não apenas objetos, mas visões de mundo que desafiavam as normas da época.
O Olhar de Alair Gomes e a Carne do Barroco
Um dos grandes destaques do leilão foi a presença de obras fundamentais de Alair Gomes, o fotógrafo que transformou o corpo masculino em monumento. Entre as peças, brilharam a Opus n°17 — uma suíte de 10 fotografias de rapazes nas areias do Rio — e fragmentos da Opus n°3.
Para Pontual, a fotografia de Alair não era apenas erotismo, mas uma manifestação daquela “sobrevida do Barroco” que ele tanto defendia em seus textos. Ele via na luz sobre os corpos de Alair a mesma pulsão carnal e dramática que definia a identidade brasileira. Ter essas obras em casa era, para o casal, uma afirmação cotidiana de desejo e identidade.
Alair Gomes, parte do número 9 da obra opus 3 (Imagem: Maurice Auction / Howard Payen)
Explode! A Geração que Redescobriu o Corpo
Roberto Pontual foi o crítico que deu nome e fôlego à “Geração 80” em seu livro Explode Geração! (1985). Ele foi o primeiro a entender que a arte produzida naquele momento de redemocratização precisava de “corpo e sangue”. Ao lado de artistas como Leonilson, Pontual ajudou a moldar uma estética onde a subjetividade e a sexualidade deixavam de ser marginais para ocupar o centro da tela.
Hoje, trinta e dois anos após sua partida, o legado de Pontual em Paris nos lembra que a arte é, acima de tudo, um território de sobrevivência. Entre o erotismo de Alair e a luta contra o HIV, sua história continua a pulsar, provando que o desejo, quando transformado em cultura, é eterno. O leilão acontece dia 31, mas a partir do dia 28 as obras estão expostas.
Alair Gomes, parte da coleção que vai a leilão no próximo dia 31 em Paris
Eu já havia ouvido o som do Saâda Bonaire, feito o download de algumas tracks e visto o clipe de “You Could Be More As You Are”, mas, até o momento em que me perguntei o que as palavras “Saâda Bonaire” significavam, eu não tinha ideia de onde eram, nem o que duas mulheres brancas faziam de burca e pinturas faciais com um som experimental ou “Global Sound”.
Nessa pesquisa, o primeiro ponto é que Bonaire e Saâda são dois lugares: Saâda vem da província Bou Saâda, ou Boussada, na Argélia, e quer dizer “lugar de felicidade” em árabe. Já Bonaire é uma ilha caribenha que fica bem próxima à Venezuela. Se a gente olhar no mapa, existe uma linha reta entre ambas, dividida pelo Oceano Atlântico. Apesar de estarem próximas em latitude, não existe uma rota física entre essas localizações, mas, de alguma maneira, o projeto de Stephanie Lange, Claudia Hossfeld e do produtor e DJ Ralph von Richtoven criou essa rota no universo musical.
Claudia e Stephanie (foto) se conheceram em uma audição para backing vocal de uma banda. Ambas tinham muita coisa em comum e queriam formar o próprio projeto. Stephanie (1961) e Ralph já se conheciam desde os seus dezessete anos. Isso tudo acontecia em Bremen, na Alemanha.
Ralph, além de produtor, também trabalhava na prefeitura local com imigrantes, e está aí a grande diferença musical que o Saâda Bonaire teria diante de tudo. Eles gravaram sessões com diversos músicos imigrantes com os quais, muitas vezes, não havia sequer comunicação em alemão ou inglês, mas que musicalmente contribuíram para a construção da sonoridade múltipla e global do projeto.
Com vinte sessões gravadas com músicos no centro comunitário de Bremen, o Saâda Bonaire assinou com a EMI e gravou no lendário estúdio “N”, onde o Kraftwerk já havia gravado. Só que a EMI rompeu com o projeto no lançamento do primeiro single, “You Could Be More As You Are”, em 1984. O que era uma promessa de estouro pop com sonoridade new wave e múltipla não chegou às paradas de sucesso devido aos altos gastos com festas durante a produção, estourando assim o orçamento diversas vezes, até que o contrato fosse descontinuado.
Com muitas camadas e material para lançar três discos, o projeto não conseguiu emplacar em outra gravadora e, logo depois, Claudia Hossfeld o deixou. Então, Stephanie e Ralph (que hoje são amigos) tiveram que parar com as atividades em 1986.
Saâda Bonaire em segunda formação
Em 1988, Ralph começou a colaborar com Mike Ellington, que havia montado um estúdio no antigo sex shop de seu pai. Então, em 1991, as coisas conspiraram para que os produtores, munidos de um AKAI S1000 e um computador Apple, pudessem trazer novamente o Saâda Bonaire à vida, já que perceberam que suas produções tinham uma sonoridade próxima àquela com a qual Ralph havia trabalhado entre 1982 e 1984.
“Só é de verdade se você pode fazer duas vezes”. Então, chamando Stephanie Lange novamente para gravar, Mike apresentou Andrea Ebert, que cantava profissionalmente e tinha desenvolvido técnicas vocais na igreja. Juntas, Stephanie e Andrea (foto) tinham um contraste harmonioso que se encaixava nas produções de Mike e Ralph. Em 1992, o Saâda Bonaire era muito diferente do que se formara com Claudia Hossfeld. O quarteto formado uma década depois possuía personalidades muito distintas.
Entre 1992 e 1993, eles gravaram algumas das canções que estavam guardadas, com edição e mixagem feitas por Matthias Heilbronn. Andrea, que tinha uma história muito diferente da de Stephanie e, consequentemente, uma maneira diferente de cantar, fez uma passagem por Nova York. Quando voltou, em 1993, gravou junto com Stephanie, Mike e Ralph a faixa “So Many Dreams” e outras três músicas. Com essa nova visão musical de Andrea, o ritmo do Saâda Bonaire também havia mudado, ficando mais próximo dos 130 BPMs.
Mas como um grupo de origem alemã, tocando um som com instrumentos turcos e curdos, que muitas vezes parecia britânico ou americano, com influências tão específicas, iria se encaixar em um mercado como o do ano de 1994? Naquele momento, Janet Jackson, Mariah Carey, Crystal Waters, Madonna, Erasure, Bon Jovi e Babyface dominavam as paradas musicais.
A fusão contraditória de tantos elementos não encaixava o Saâda Bonaire em nenhum estilo. Mas foi essa inconformidade com um único rótulo que levou, hoje, um LP deles a custar mais de quinhentos reais. O caminho torto levou o projeto direto para a lista dos especialistas musicais como algo precioso e alternativo, quarenta e quatro anos após sua criação.
Entre as composições, encontram-se letras sobre sonhos, amizades e a afirmação do feminino, além de sonoridades múltiplas que seguem por diversos caminhos e se apropriam de tantas camadas culturais. É por se apoiar em uma sonoridade única e se tornar tão indefinido por ser uma mistura muito diversa que o projeto, ainda hoje, não é apontado como um problema de apropriação cultural. E talvez seja por essa falta de definição, em um mundo tão rotulado, que o projeto mostrou que você pode ser mais como você é.
Você pode acompanhar mais informações sobre Saâda Bonaire no site oficial.
O capricorniano Ojo Ara (Gabriel Araujo), que fez recentemente aniversário, nos presenteou com um delicioso set para o Electronic Sex Music. Com uma presença provocadora na cena independente, ele foi revelação na nossa edição de dezembro e desde então tem chamado a atenção de outros selos. Sua pesquisa musical tem uma irreverência que debocha de fronteiras e rótulos, assim como suas conversas (o famoso “quem o conhece, sabe”).
Ojo tem um visual marcante, e junto do nosso terceiro episódio do ESM gostaríamos de anunciar que ele integra nosso time de residentes SXO. Nosso coletivo vem provocando a ocupação do centro da cidade com estéticas de fetiche, mistério e liberdade sexual, e todas essas provocações estão presentes na musicalidade do nosso mais novo DJ.
Mergulhando nas raízes da club culture, ele apresenta uma jornada que costura o house clássico, a energia nostálgica do dance e a psicodelia envolvente do trance. Aproveitem!
Em 1994 Renato Russo (27 de março de 1960 – 11 de outubro de 1996) lançava seu primeiro disco solo totalmente em inglês. The Stonewall CelebrationConcert era uma homenagem aos 25 anos da revolta de Stonewall, iniciada por Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera.
O disco conta com 21 canções, e nenhuma delas é de sua autoria. O projeto nasce inspirado por um álbum de Nick Drake, artista de quem Renato era grande admirador.
A canção Clothes of Sand, de Drake, é a faixa dois desse lançamento solo do artista brasiliense. O disco também inclui Cathedral Song de Tanita Tikaram, que mais tarde ganharia uma versão em português feita por Zélia Duncan. Há ainda canções de Madonna, Bob Dylan, Quincy Jones, Lionel Richie, Gretchen Cryer e outros nomes importantes.
Originalmente o álbum foi concebido com 48 músicas. O primeiro corte reduziu o conjunto para 30 faixas, mas devido às limitações do formato dos CDs, o disco passou por mais uma edição e ficou com 21 canções. Algumas gravações foram lançadas posteriormente no álbum póstumo O Último Solo.
A gravação aconteceu entre fevereiro e março de 1994. O site oficial menciona que Renato foi ex-aluno e ex-professor da Cultura Inglesa e elogia seu inglês impecável.
Outro destaque é a canção de Quincy Jones Miss Celia Blues, que integra a trilha sonora de A Cor Púrpura. Renato também incluiu sua homenagem ao Pinóquio da Disney com When You Wish Upon a Star, de Ned Washington e Leigh Harline. Vale notar ainda a curiosidade de ouvir uma música de Madonna em uma versão folk interpretada por Renato.
O encarte trazia informações de vinte e nove entidades sociais, entre elas o Grupo Gay da Bahia, o ISER, o Greenpeace, a Sociedade Viva Cazuza e a ABIA. Parte dos royalties foi doada à campanha de Betinho, Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida.
Renato idealizou o disco como homenagem ao ex-namorado, Robert Scott Hickmon. A canção Vento no Litoral também é dedicada a ele. Scott, norte-americano com quem Renato se relacionou e chegou a morar alguns meses no Brasil, mas vivia em Nova York, onde o casal se conheceu.
Scott havia namorado um paciente com AIDS antes de conhecer Renato e acabou transmitindo o vírus ao cantor, que descobriu o HIV após o término do relacionamento. Depoimentos de amigos contam que Renato se envolveu com Scott ciente de que o ex-companheiro do norte-americano também havia morrido por complicações da imunodeficiência.
Renato faleceu em 1996 aos 36 anos, em decorrência de broncopneumopatia, septicemia e infecção urinária, consequências do contágio pelo HIV. Ele descobriu a doença entre 1989 e 1990.
“If equal affection cannot be let the more loving one me be.” W.h. Auden
“Se não for possível haver afeição igual, Que o mais amoroso seja eu“
A Festa Sxo é uma multiplataforma vinculada ao projeto SucessoSexual.com.br, concebida como um espaço de celebração da arte, da música eletrônica, da política e da liberdade sexual. Seu objetivo é promover um ambiente seguro e diverso para a comunidade LGBTIAP+ ara grupos historicamente racializados.
A ideia nasceu do próprio site Scsssxl, criação de um espaço sem censura, dedicado à sexualidade e à arte.
A festa é a experiência coletiva e, para pessoas se expressarem sem medo de julgamentos e aproveitar boa música.
EVITE CELULARES, APROVEITE O MOMENTO EM COMUNIDADE.
VISTA-SE PARA MANIFESTAR SUA PERSONALIDADE E SEUS FETICHES E SINTA-SE LIVRE PARA FICAR NU.
DANCE, DIVIRTA-SE E FAÇA SXO COM TODA A SUA ENERGIA.
CUIDE DE SUA SAÚDE, ASSIM CUIDARÁ DA SAÚDE DA COMUNIDADE.
Próximas edições
sxosaúde
REDUÇÃO DE DANOS, E SAÚDE SEXUAL DA COMUNIDADE
Parceria com o Ministério da Saúde via Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis e com a Secretaria Municipal de Saúde de São paulo pelo Dpto. de ist/AIDS.
Reivindicamos também o conceito de Electronic Sex Music (ESM ou ESXMusic), entendido como um movimento musical que explora e estimula a sexualidade com potência, intensidade e liberdade.
O ESM celebra corpos, desejos e afetos por meio da vibração sonora, criando atmosferas que ampliam a expressão sexual, valorizam a autonomia e reforçam a centralidade do prazer como dimensão política e estética.
Conheça ou reveja sobre Kake, o personagem Kink de Tom Of Finland
Recentemente me vi reunindo diversos prints de revistas antigas com nudez masculina, e principalmente desenhos feitos por Tom Of Finalnd. Eis que, percebo que muitos deles eram do personagem KaKe, que não por acaso tem dois K no nome, assim como a palavra KinK.
Resolvi compartilhar essa pequena coleção de figuras. Um dos poucos espaços na web que podemos acessar sem nenhuma censura para esse tópico.
Talvez algumas sejam apenas reproduções ou até alteradas, então caso você identifique algo assim, ou queira compartilhar imagens, só comentar aqui que a gente troca uma figurinha
Amanda Lepore e Marcos Pedraza estrelam o ensaio “Lactose by Lepore”. O fotógrafo e produtor criativo Gregory Farrell concebeu Marcos Pedraza como um “milkman” (entregador de leite) e Amanda como a figura cujo “leite especial” simbolizando sua aura como mulher trans. Farrell descreve o projeto como “chocante porém com bom gosto”, com uma provocação camp (estilo excêntrico com humor) sobre identidade, corpo e arte. Amanda reforça a mensagem de que devemos ser nós mesmos, fazer o que nos faz felizes e apoiar uns aos outros.