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  • Electronic Sex Music: A Revolução da Sexualidade e Música

    Electronic Sex Music: A Revolução da Sexualidade e Música

    Música Sexual Eletrônica

    Electronic Sex Music — ou Música Sexual Eletrônica — não é apenas o nosso podcast com sets de DJs que orbitam os selos SXO, a sxy e a KinKy; é o epicentro de um movimento que reivindica a música como ferramenta de dança e celebração de sexualidades múltiplas. Falamos em plural porque desafiamos a lógica mononormativa e as convenções do sexo sob a égide do patriarcado.

    Aqui, a sexualidade abrange a masturbação, a descoberta individual da própria potência, a entrega à fragilidade e a percepção sensorial do corpo. São estados de consciência; arquiteturas de sensação. O ato sexual se decompõe e se refaz no encontro com o outro de infinitas formas: vivemos o desejo virtualmente em plataformas sociais, em trocas de áudios, imagens e textos que moldam nossa subjetividade contemporânea. Por isso, levantamos #ElectronicSexMusic ou #ESM e criando essa bandeira no território da e-music.

    #ESM

    Historicamente, movimentos como o EDM, a House e o Techno emergiram da fusão orgânica entre comunidades e seus hábitos culturais; nós, agora, reivindicamos o direito de nomear a nossa própria junção e a formação de uma comunidade fundamentada na radicalidade das nossas sexualidades. Operamos em eventos sociais, no digital, na música, nas artes visuais, na performance e na escrita. Ocupamos clubes, puteiros, masmorras de BDSM, cinemões e espaços domésticos, mas a nossa festa principal acontece, invariavelmente, em nossos próprios corpos.

    O registro escrito torna-se, então, um ato de insurgência necessário para que nossa trajetória não seja apagada. Em um Brasil que negligencia sistematicamente a memória, onde pessoas LGBTIAP+ são frequentemente reduzidas ao rótulo genérico de “diversidade”, nós nos unimos em movimento para expansão, jamais para permitir a redução de nossas subjetividades. A fluidez pede passagem; a pulsão sexual exige existir sem o cárcere das caixas.

    É hora de transmutar delírio em deleite. A utopia não é um horizonte impossível.

    O PODCAST

    Dircceu, DJ do episódio 2 do podcast

    Com 5 episódios, cada set é uma visão única dos DJs convidados sobre o termo Electronic Sex Music. Os residentes Another Dudx, FKSR e Ojo Ara são os DJS dos primeiros episódios, junto de Dircceu que fez uma mix exclusiva para o dia 1 de Dezembro, dia da luta mundial contra o HIV/AIDS.

    Os residentes da festa SXO Another Dudx e Ojo Ara

    Até a presente atualização, os mixes mais recentes são de Gibranna e Paula Pretel, em ambos os casos foram gravados durante uma das edições da festa SXO. Pode ser que você leia esse texto e tenhamos mais gravações, confira e siga nosso Soundcloud:

    Se você quer vivenciar ao vivo, inscreva-se na nossa página da Shotgun, plataforma que hospeda nossos eventos. Assinando você receberá notificações a cada novo evento e tendo benefícios exclusivos.

    O performer Lycurgo durante a festa SXO + FLSH (Todo Mundo Nu no Rio) com um Parangolé
    Foto: X Sirius
  • ESM: Por que FKA Twigs, Robyn e Peaches tornaram o sexo na pista um ato político

    ESM: Por que FKA Twigs, Robyn e Peaches tornaram o sexo na pista um ato político

    ESM – Eletronic Sex Music em alta com Eusexua, Sexistential e No Lub So Rude

    A convergência entre FKA Twigs, Robyn e Peaches entre 2024 e 2026 marca um momento histórico: a pista de dança reforça a sexualidade de maneira literal. Não estamos mais ouvindo metáforas. Com os lançamentos de Eusexua (FKA Twigs, 2024), No Lube So Rude (Peaches, 2026) e o recente Sexistential (Robyn, 2026), a palavra sexo deixou de ser um tabu para se tornar um palco de autonomia corporal.

    FKA Twigs: A Mística da Clareza Orgásmica

    Aos 38 anos, a inglesa FKA Twigs abre esse portal com Eusexua. Sua trajetória, marcada pela fusão entre a fragilidade do R&B e a vanguarda eletrônica, atinge uma clareza inédita. Para Twigs, o sexo na pista é uma experiência mística — um estado de “clareza orgásmica” que serve como antídoto para a automação da vida moderna.

    Sua corporeidade propõe uma androginia que domina as tecnologias do corpo, traduzindo-as em sons etéreos e um visual experimental que flerta com o pós-humano. É o prazer como autodescoberta e cura.

    Robyn: Existencialismo, Maternidade e Beats 4/4

    A sueca Robyn, aos 46 anos, traz a bagagem de quem sobreviveu a múltiplas eras da indústria mantendo sua integridade emocional. Em Sexistential, ela utiliza sua posição consolidada na música eletrônica para questionar o desejo na meia-idade.

    Robyn parece estar em casa neste novo álbum excêntrico que refina as pulsações luminosas do sintetizador de Body Talk para explorar sexualidade, sentimentalismo e a criação da vida.
    Robyn parece estar em casa neste novo álbum que refina as pulsações luminosas do sintetizador de Body Talk para explorar sexualidade, sentimentalismo e a criação da vida.

    Sua contribuição é a intelectualização do ritmo. Ela prova que a pista é o lugar onde processamos nossas crises existenciais. Para Robyn, o sexo é a prova de que ainda estamos pulsantes — uma afirmação que ecoa a postura de Björk, que sempre se posicionou como uma clubber eterna. Na faixa-título, Robyn dialoga consigo mesma sobre ser solteira, mãe e navegar por aplicativos e terapia, desconstruindo o que “pode ou não” na vida adulta.

    O Vanguardismo de Peaches: Prazer contra o Fascismo

    Sonoramente, Peaches causa uma revolução contínua. Seu vanguardismo, que já pulsava em Fuck The Pain Away, ganha novas camadas em No Lube So Rude. Prestes a completar 60 anos, a canadense não está apenas revisitando o que pavimentou; ela está denunciando a aspereza do sistema.

    Ao falar de “fricção sem lubrificante”, Peaches é interseccional: traz para a composição o amadurecimento, a vivência LGBTQIA+ e a resistência contra o etarismo. Ela usa sua longevidade para provar que o prazer é uma arma política contra o fascismo e a caretice do século XXI.


    “Falar de sexo na pista de dança hoje é desmistificar uma opressão histórica. É transformar o suor em manifesto.”


    Uma Genealogia do Prazer na Música Eletrônica

    Essa ruptura não é por acaso. A virada para o “S E X O” sem metáforas deve muito a Donna Summer (1975) e ao orgasmo no centro da pista, além da crueza de Grace Jones e Madonna nos anos 80.

    Mas é no vanguardismo de Peaches, desde os anos 2000, que o termo deixou de ser um convite para se tornar um comando de autonomia. Enquanto Twigs navega pelas nuances do corpo e das relações sem rótulos, e Robyn mostra a sensualidade pós-maternidade, Peaches consolida a ESM (Electronic Sex Music) como um gênero de resistência.

    Fico feliz de ver esse termo sendo falado sem alegorias. O sexo precisa deixar de ser um tabu em nossas conversas públicas. Não há nada de profano em um ato que está no cerne da humanidade. É tempo de celebrar a fricção, a verdade e a autonomia.

  • Legado, erotismo e luta: Coleção de Roberto Pontual vai a leilão em Paris com obras de Alair Gomes

    Legado, erotismo e luta: Coleção de Roberto Pontual vai a leilão em Paris com obras de Alair Gomes

    Neste mês, no dia 31 de Março de 2026, o icônico Hotel Drouot, em Paris, promoverá um leilão e celebração histórica da arte e da memória LGBTQIA+ brasileira. A casa Maurice Auction leva a leilão o acervo pessoal de Roberto Pontual (1939–1994), um dos críticos mais influentes do país. Roberto Pontual nasceu em Vitória, no Espírito Santo, em 1939, mas construiu sua base intelectual e carreira no Rio de Janeiro e terminou sua vida em Paris, na França, em 1994. Mais do que uma coleção de quadros, o evento revelou a cartografia afetiva de uma vida compartilhada entre Pontual e seu marido, Vincent Wierink.

    Roberto Pontual no jardim do MAM Rio de Janeiro em 1987 (Foto: Pedro Karp Vasquez)

    O leilão é uma das primeira venda desta escala dedicada à arte brasileira na Europa — e também um dos primeiros que destinará parte da arrecadação foi destinada à Sidaction, fundação francesa que lidera a luta contra o HIV/AIDS. O gesto honra a trajetória de Pontual, que faleceu e em decorrência da Aids, transformando sua herança intelectual em investimento para a vida e a ciência.

    Obra de Alair Gomes que integra a coleção de Roberto Pontual

    A existência dessa coleção chegou aos nossos dias graças à dedicação de Vincent Wierink, companheiro de longa data e herdeiro universal de Pontual. Vincent, que faleceu recentemente, manteve viva a memória de um homem que os artistas adoravam por sua “insaciável curiosidade e gentileza”. O acervo é o testemunho de um casal que, em pleno Rio de Janeiro dos anos 70 e 80, colecionava não apenas objetos, mas visões de mundo que desafiavam as normas da época.

    O Olhar de Alair Gomes e a Carne do Barroco

    Um dos grandes destaques do leilão foi a presença de obras fundamentais de Alair Gomes, o fotógrafo que transformou o corpo masculino em monumento. Entre as peças, brilharam a Opus n°17 — uma suíte de 10 fotografias de rapazes nas areias do Rio — e fragmentos da Opus n°3.

    Para Pontual, a fotografia de Alair não era apenas erotismo, mas uma manifestação daquela “sobrevida do Barroco” que ele tanto defendia em seus textos. Ele via na luz sobre os corpos de Alair a mesma pulsão carnal e dramática que definia a identidade brasileira. Ter essas obras em casa era, para o casal, uma afirmação cotidiana de desejo e identidade.

    Alair Gomes, parte do número 9 da obra opus 3 (Imagem: Maurice Auction / Howard Payen)

    Explode! A Geração que Redescobriu o Corpo

    Roberto Pontual foi o crítico que deu nome e fôlego à “Geração 80” em seu livro Explode Geração! (1985). Ele foi o primeiro a entender que a arte produzida naquele momento de redemocratização precisava de “corpo e sangue”. Ao lado de artistas como Leonilson, Pontual ajudou a moldar uma estética onde a subjetividade e a sexualidade deixavam de ser marginais para ocupar o centro da tela.

    Hoje, trinta e dois anos após sua partida, o legado de Pontual em Paris nos lembra que a arte é, acima de tudo, um território de sobrevivência. Entre o erotismo de Alair e a luta contra o HIV, sua história continua a pulsar, provando que o desejo, quando transformado em cultura, é eterno. O leilão acontece dia 31, mas a partir do dia 28 as obras estão expostas.

  • Mais 3 DJs trans que você precisa ouvir

    Mais 3 DJs trans que você precisa ouvir

    Três é demais, mas pra gente não.

    Vocês pediram e trago aqui mais três pessoas trans que dobram o ar em ondas sonoras que ressoam corpo, presença e identidade.

    DESSA VEZ EU VOU COMEÇAR FALANDO EM CAPS

    PORQUE É SOBRE AVANTE!

    como o próprio nome já diz além de uma amiga AVANTE se tornou a pessoa que escuto assim naqueles momentos de

    como posso dizer

    acho melhor você escutar HOUSE DE GARAGEM

    e por falar em garagem

    após lançar este set houve um incidente em sua casa em que um carro bateu na sua garagem

    NO MOMENTO QUE ELA ESTAVA TOCANDO

    sim
    foi trágico
    e conversando com ela logo após o ocorrido ela confessou

    “quando eu ouvi o barulho da batida na hora o portão PÁ caiu tudo aqui amiga”

    fora os danos trágicos ao imóvel descreve o exato sentimento que passa por mim ao ouvir o house de avante: PÁ CAIU TUDO AMIGA

    na garagem
    no dançar íntimo de um momento de solitude no quarto
    ou com amigos na rua

    com o house de avante
    você se contempla
    se engrandece
    se completa

  • O garoto do short amarelo

    O garoto do short amarelo

    texto E argumento
    Rainnery Queer Core
    revisão e complemento
    Glenda Teixeira
    edição
    Luiz Fuktexto e argumento

    os domingos em são paulo têm um jeito próprio de existir em que o calor sobe do asfalto cola na pele deixa tudo mais lento ou mais urgente

    dependendo do que você procura.

    era janeiro.

    eu caminhava pelo minhocão com um shorts laranja que era curto demais pra ser apenas uma roupa enquanto usava um coturno pesado demais para apenas demonstrar estilo.

    sentia o vento seco sobrepassando entre as minhas pernas sentindo a ausência da cueca.

    ao mesmo tempo que transmitia a minha falta de paciência para todos aqueles que vinham ao meu sentido contrário.

    bem

    a cidade sempre naquele clima de domingo

    uma preguiça quem já tomou sol pelo parque augusta

    ou um ritmo mais acelerado de um jovem que anda pela praça roosevelt

    sempre aquela sensação sonora
    buzinas distantes
    funk que ultrapassa
    chegando ao topo do condomínio

    aaaaaaah
    não podemos esquecer o aroma que a cidade emana
    leve e bom sabor da MARIIIIA

    COF COF COF
    quase me esqueço dele
    o velho gostinho de escapamento velho

    nessa volta pela cidade por um certo momento me vejo fixado com os olhos feito um cachorro pronto a atacar enquanto ele vinha em minha direção sabendo que estávamos vivendo o mesmo filme (aquele  momento só na minha cabeça) mas já sabia que ele era ator dessa cena

    ombros largos

    passo solto

    maneira e postura que sabia provocar com seu andar

    mas algo ainda mais interessante me chamava atenção

    era a forma como mesmo são paulo entregando um sol brilhante  existia algo abaixo dele brilhando parecia pesado mas ela levava com tranquilidade e nossa a forma como combinva com a sua blusa era surreal, um do shorts amarelo mais bonito que já havia visto ( vocês ai já pensando em rola né? Mas calma deixa eu continuar..), Nesse momento ele me olhoiu de uma maneira fingindo não me ver ali quase engolindo ele,

     Mas logo após fazendo o mesmo movimento de ir fingir não me vÊ, nessa hora eu simplismente paro, sento naquele chão quente sentindo o calor pelo meu short esquentando minhas bolas, pego meu baseado fico observando, sem pressa, bem sabemos que histórias como essas, minhocão, sol, rola marcando começa antes de palavras trocadas.. FOI ENTÃO.

        Que na oitava vez que ele passou, ele parou.

        — Nossa… quanto tempo eu não fumo um.

        Eu demorei pra responder. Não era nervoso. Era outra coisa. O corpo já tinha entendido antes da cabeça.

        — Quer um pega?

        — Claro.

        Sentamos lado a lado como dois desconhecidos que já dividiam um segredo. Falamos de música. Festa. Clubes que talvez já tivessem fechado. DJs que só existem às três da manhã.

        Até que ele perguntou, simples:

        — Quer ir lá em casa ouvir o set novo da 6lenda?

        Eu nem pensei.

        — Claro.

        Saímos do Minhocão com aquela eletricidade silenciosa entre dois corpos que ainda não se tocaram direito, mas já sabem.

        O apartamento era no Santa Cecília, perto do Largo. Prédio antigo, elevador lento, espelho manchado que devolvia versões ligeiramente mais perigosas da gente.Sempre a sensação de adrelina, tesão.

       Dentro do elevador sentia ele enconstado por trás.Sem pressa. Sem pedir.

       De repente o elevador para! Vejo que ele morava no quinto andar…

        Ao entrar no apartamento, sentia aquele ar era mais frio. Mais escuro. Mais íntimo. Quando uma voz surge me assusto e escuto.

        — Fica à vontade. Vou pegar umas coisas.

        Ele tirou a camiseta antes de sumir no quarto.

        Uma tatuagem ocupava quase todas as costas.

        Linhasque pareciam mapa, cicatriz ou oração.

        Costas larga,matendo firmeza ao caminhar.

        Eu tirei a minha também. Meio provocação, meio resposta, me mostrando não me sentir intimidado, sabendo que também sabia o porque eu estava ali a todo momento com meu radar e tesão sempre andando lado a lado como amigos que se cuidam no front.  Quando percebo ele voltando olho para suas mãos percebo uma caixa. Bem naquele momento qiue silêncio cheio de escolhas chega, ao observa a forma como ele me olha, como eu analiso as seringas, vejo as cores intensas da maconha, o brilho da luz fraca que rebete sobre o GHB, e quando percebo o barulho de maçarico com sua chama esquentando o piper e nessa hora ele  me olha e fala:

        — Escolhe.

        Volta acender seu piper.

        Eu trazendo a devolução do principio da nossa conversa falo:

        — Me dá um pega.

        Ele sorriu.

        — Claro. Mas antes… dá play no set.

        Quando a música da 6lenda começou, parecia que o apartamento encolheu um pouco. Ou que o mundo lá fora ficou distante demais pra importar. O grave atravessava o corpo como segunda circulação.Trazendo sensação naquele momento o mundo não existe para ninguém apenas para nós aquela sensação de saber que aquilo nunca aconteceu antes, por ser a nossa vez iamos contonar a situaçãp mostrando controle sobre o que estavamos criando naquele episodio de desejo.

        Por um momento vejo o olhar dele sobre mim a voz suave porém sentia ar de maldade nesse momento ele segurava o piper e me perguntou com o MESMO OLHAR DE MALDADE  se eu queria.

        Eu naquele momento respondi com um beijo. Usando a minha boca como resposta a maldade do olhar.

        O tempo se dissolveu ali. 

        Som, pele, química, respiraçã,  tudo misturado numa mesma frequência. Concetração, silÊncio, sincronização. tudo feito devagar,

        Como uma grande cerimonia.

          A cidade seguia normal lá fora. Carros. Gente. Luzes. Mas aquilo ali já era outra camada da realidade, voltamos pro sexo como se fosse missão. Nem chegamos até o final., em algum momento, percebemos os vizinhos do prédio ao lado olhando pela janela  GRITANDO .VÃO FAZER SEXO NA RUA A a gente ria e continuvamos afinal sair dali já não era a resposta.

          Ouço um telefone tocar, ele se levanta e sai rapidamente se vira e fala:

        — Fica aqui.

        Ele saiu.

        Eu fiquei.

        Deitada no sofá,enquanto sentia o som da 6lenda ainda pulsando nas caixas, eu flutuava entre cansaço e euforia, entre presença total e desaparecimento confortável. E quando percebo quie…

        Ele não voltou.

        Quando vi, eram cinco da manhã. Eu trabalhava às oito.Havia um papel, olhei a caneta e deixei um leve recado. “Tive que ir. não dava mais pra esperar.”

        Saí em silêncio. Mas antes, fiz uma última coisa. perçebo que havia uma outra pessoa quie morava naquele aparrtamento percebi ao ver fotos dela em um churrasco, e quando noto que o seguei tocando era  pen drive em cima da mesa.

    o set ainda lá dentro.

    a noite ainda lá dentro.

    e agora

    um pouco dentro de mim também.

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    Fotos: Masculicidade

  • Calendário de festas de sexualidade em São Paulo

    Calendário de festas de sexualidade em São Paulo

    Reunimos alguns dos produtores de festas de fetiche e/ou sexuais para adicionarem seus eventos numa Google Agenda, facilitando assim que as pessoas conheçam toda a diversidade que São Paulo tem e também evitar conflitos de agenda de eventos que podem dividir o mesmo público.

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    Caso a agenda não apareça para você, clique nesse link.

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