Categoria: música

  • Guia de festas LGBTQIAP+ da Semana da Diversidade 2026 em São Paulo

    Guia de festas LGBTQIAP+ da Semana da Diversidade 2026 em São Paulo

    As festas da Parada SP 2026 redefinem o circuito cultural e noturno da cidade

    Foto da Parada de São Paulo por Eduardo Araújo Silva

    São Paulo, 2026 — A cidade já está no pique para viver uma das semanas mais históricas de sua trajetória cultural e política. Semana da Parada com tema sobre as urnas, chega com uma densidade magnanima na quantidade de festas, festivais e encontros que traduzem a força, o corre e a pluralidade da nossa comunidade.

    Entre estreias internacionais aguardadas há anos, o peso dos coletivos do underground e produções que tomam a cidade, SP vira o epicentro de narrativas sonoras que vão da nostalgia clássica do eurodance e o techno de vanguarda até o grave do funk e os grandes selos eletrônicos. Este guia não é um mero agregador de eventos: é uma curadoria cirúrgica de dezesseis frentes que desenham uma maratona de cinco dias, estourando a largada já nesta quarta-feira.

    Para mapear esse ecossistema complexo e garantir a visibilidade das identidades, criamos uma legenda direta para você sacar qual é o foco principal de cada pista. Cada projeto carrega sua própria pesquisa estética e comunidade, mas todos se encontram no mesmo ponto: a celebração como ato de autonomia.

    Seja na montação histórica das drags, nas pistas autogestionadas por mulheres lésbicas, na centralidade vital de homens e mulheres trans e travestis, ou no fluxo livre da bissexualidade e/ou da gênero flúido, ocupar São Paulo agora é um manifesto de presença em sua potência máxima. Confira:

    Legenda de categorias

    💄 Drag Queens

    ⚧️ Pessoas Trans e Não Binárias

    👩 Mulheres Lésbicas

    👩‍❤️‍👩 Pessoas Bissexuais

    🐻Homens Gays Ursos e admiradores

    🔞Evento com sexualidade positiva e convite a nudez

    🧑‍✈️​Fetichista

    📅 Quarta-feira, 3 de junho de 2026

    Cascada Na Rebobi Summer Eletropride⚧️💄👩‍❤️‍👩👩
    A banda alemã Cascada desembarca finalmente no Brasil para um show inédito que vai mexer com a nossa memória afetiva coletiva, descarregando hinos geracionais como Everytime We Touch e Evacuate the Dancefloor. O Komplexo Tempo abre as portas para 8 horas de pista intensa focada em eurodance e trance.

    Silver + Bunker Pride Festival ⚧️💄👩👩‍❤️‍👩 Dois selos se unem em um back-to-back, repetindo o duelo que marcou a cena clubber no ano anterior. São mais de 18 artistas confirmados, incluindo Aya Ibeji, Alma Negrot, Cafezin, Evehive x Mirands, Papisa, Tati Lisbon e Irmã Victória, entre outros. O festival ocupa duas pistas simultâneas, com sonoridades que transitam entre trance, techno, latin house, tribal e hard dance.

    Bigger Disco Ball 🐻🧑‍✈️
    Nome tradicionalíssimo no circuito bear, a festa ocupa o Kiki Klub trazendo no line-up DJs internacionais de peso, como o mexicano Isak Salazar. O ambiente é focado em ursos, barbudos e admiradores, mantendo aquela atmosfera clássica que une acolhimento, peso e flerte.


    📅 Quinta-feira, 4 de junho de 2026

    SXO Ato X – Pré-Parada🔞⚧️🐻👩‍❤️‍👩🧑‍✈️
    O underground se manifesta na República em uma edição crucial, locação secreta! Comandando o som e o conceito visual, o line-up traz Another Dudx, Ojo Ara e Kebra Louça prometendo pegar fogo logo na véspera de feriado, trazendo a estética fetichista, eletrônica e a cultura de clube noturna num mix para quem está préparado.

    Soda Pop Party – Edição Pride🐻🧑‍✈️
    A Blue Space abre espaço para uma mistura fina de flashbacks e as produções eletrônicas que estão batendo agora nas pistas. Estrutura com 4 bares, darkroom e mezanino, sob o comando dos VJs Robson, Alkay e Tico Malagueta.

    Realness Showcase – 4 anos KTKB💄⚧️👩👩‍❤️‍👩
    O festival celebra o aniversário do Kat Klub com performances brutais de Kitty Kawakubo, Ruby Nox e Dacota Monteiro. A noite é uma celebração de quatro anos de protagonismo absoluto da arte drag na Rua Augusta.

    O evento está alinhado com a RuPaul’s Dragcon Brasil que acontece no expo-center norte nos dias 5 e 6 de Junho com mais de 60 drag queens confirmadas!
    As brasileiras recebem rainhas mexicanas, inglesas, estadunidenses, espanholas e canadenses que marcaram (e ganharam) alguma das franquias do programa para a estréia da convenção no BR!

    SVRVRV Pride SP 2026⚧️💄👩‍❤️‍👩  
    Ocupando o Cine Jussara, a SVRVRV monta sua pista experimental com Aerobica, Turned On e Tassio Baía. Uma imersão para quem busca novas linguagens sonoras fora do óbvio.


    📅 Sexta-feira, 5 de junho de 2026

    Muchachos Proibidão Carioca🐻🔞🧑‍✈️
    A energia das noites do Rio invade o Hunter Club, operando uma fusão ousada entre o funk proibidão, tribal e techno. Estética urbana e fetichista, com dress code afiado para quem quer se jogar no clima de pegação.

    Cardume Pride 26👩 👩‍❤️‍👩⚧️💄
    Chegando à sua quinta edição no Sonora Garden, a Cardume se firma na pesquisa refinada de house music e disco. Line-up com Aya Ibeji, Massimiliano Pagliara e Roi Perez, em espaço que prioriza acessibilidade e conforto.

    Festa Alicate – Queer Pride Edition👩‍❤️‍👩 💄👩⚧️
    Com postura irreverente e sem amarras, a Alicate convoca DJs e performers para uma edição focada na diversidade radical. Estética alternativa com centralidade para a cultura drag e trans.


    📅 Sábado, 6 de junho de 2026

    Kevin Pride 2026 💄👩‍❤️‍👩🔞
    A Fabriketa recebe uma das maiores forças da noite independente paulistana. Duas pistas e megadarkroom, com Zebra Katz (EUA/Berlim) e Clementaum falando que vai mais forty!

    Ultraffair Pride 2026 ⚧️ 💄👩👩‍❤️‍👩  
    O Komplexo Tempo vira palco para um festival de 12 horas seguidas de música, com múltiplos palcos e trânsito entre artistas nacionais e internacionais.


    📅 Domingo, 7 de junho de 2026

    Pride – Agrada Gregos 👩‍❤️‍👩  
    Mega festa na Audio, com 2 pistas, trio elétrico e banda de pagode. Produção grandiosa com 15h de programação que mistura carnaval, eletrônica e pagode em uma só celebração.

    Teddy Orgulhosa After 2026 🐻  
    After oficial na Rua Augusta, com hits pop e trânsito intenso da cena bear. Pessoas trans e drags têm entrada VIP, reforçando o caráter inclusivo da noite.

    Pride nas Alturas 2026 👩 ⚧️💄👩👩‍❤️‍👩  
    Camarote rooftop na Consolação, com três níveis: lounge, club e vista panorâmica da Parada. Serviço premium, open bar e curadoria artística dedicada.

    O Guia LGBTQIAP+ Semana da Diversidade 2026 não é apenas uma agenda de festas, mas uma curadoria inclusiva que se importa com todas as letras da sigla. Cada evento é um manifesto de liberdade e resistência, reafirmando o papel de São Paulo como epicentro global do orgulho.

    Mais do que música, o Pride é sobre pertencimento: ocupar espaços, celebrar identidades e construir memórias coletivas. Em 2026, a cidade pulsa em cada pista, em cada palco e em cada abraço — mostrando que o orgulho é, acima de tudo, viver a diversidade em sua forma mais autêntica.

  • Electronic Sex Music: A Revolução da Sexualidade e Música

    Electronic Sex Music: A Revolução da Sexualidade e Música

    Música Sexual Eletrônica

    Electronic Sex Music — ou Música Sexual Eletrônica — não é apenas o nosso podcast com sets de DJs que orbitam os selos SXO, a sxy e a KinKy; é o epicentro de um movimento que reivindica a música como ferramenta de dança e celebração de sexualidades múltiplas. Falamos em plural porque desafiamos a lógica mononormativa e as convenções do sexo sob a égide do patriarcado.

    Aqui, a sexualidade abrange a masturbação, a descoberta individual da própria potência, a entrega à fragilidade e a percepção sensorial do corpo. São estados de consciência; arquiteturas de sensação. O ato sexual se decompõe e se refaz no encontro com o outro de infinitas formas: vivemos o desejo virtualmente em plataformas sociais, em trocas de áudios, imagens e textos que moldam nossa subjetividade contemporânea. Por isso, levantamos #ElectronicSexMusic ou #ESM e criando essa bandeira no território da e-music.

    #ESM

    Historicamente, movimentos como o EDM, a House e o Techno emergiram da fusão orgânica entre comunidades e seus hábitos culturais; nós, agora, reivindicamos o direito de nomear a nossa própria junção e a formação de uma comunidade fundamentada na radicalidade das nossas sexualidades. Operamos em eventos sociais, no digital, na música, nas artes visuais, na performance e na escrita. Ocupamos clubes, puteiros, masmorras de BDSM, cinemões e espaços domésticos, mas a nossa festa principal acontece, invariavelmente, em nossos próprios corpos.

    O registro escrito torna-se, então, um ato de insurgência necessário para que nossa trajetória não seja apagada. Em um Brasil que negligencia sistematicamente a memória, onde pessoas LGBTIAP+ são frequentemente reduzidas ao rótulo genérico de “diversidade”, nós nos unimos em movimento para expansão, jamais para permitir a redução de nossas subjetividades. A fluidez pede passagem; a pulsão sexual exige existir sem o cárcere das caixas.

    É hora de transmutar delírio em deleite. A utopia não é um horizonte impossível.

    O PODCAST

    Dircceu, DJ do episódio 2 do podcast

    Com 5 episódios, cada set é uma visão única dos DJs convidados sobre o termo Electronic Sex Music. Os residentes Another Dudx, FKSR e Ojo Ara são os DJS dos primeiros episódios, junto de Dircceu que fez uma mix exclusiva para o dia 1 de Dezembro, dia da luta mundial contra o HIV/AIDS.

    Os residentes da festa SXO Another Dudx e Ojo Ara

    Até a presente atualização, os mixes mais recentes são de Gibranna e Paula Pretel, em ambos os casos foram gravados durante uma das edições da festa SXO. Pode ser que você leia esse texto e tenhamos mais gravações, confira e siga nosso Soundcloud:

    Se você quer vivenciar ao vivo, inscreva-se na nossa página da Shotgun, plataforma que hospeda nossos eventos. Assinando você receberá notificações a cada novo evento e tendo benefícios exclusivos.

    O performer Lycurgo durante a festa SXO + FLSH (Todo Mundo Nu no Rio) com um Parangolé
    Foto: X Sirius
  • Global e vanguardista: Saâda Bonaire, o complexo projeto musical com muitos sonhos

    Global e vanguardista: Saâda Bonaire, o complexo projeto musical com muitos sonhos

    Eu já havia ouvido o som do Saâda Bonaire, feito o download de algumas tracks e visto o clipe de “You Could Be More As You Are”, mas, até o momento em que me perguntei o que as palavras “Saâda Bonaire” significavam, eu não tinha ideia de onde eram, nem o que duas mulheres brancas faziam de burca e pinturas faciais com um som experimental ou “Global Sound”.

    Nessa pesquisa, o primeiro ponto é que Bonaire e Saâda são dois lugares: Saâda vem da província Bou Saâda, ou Boussada, na Argélia, e quer dizer “lugar de felicidade” em árabe. Já Bonaire é uma ilha caribenha que fica bem próxima à Venezuela. Se a gente olhar no mapa, existe uma linha reta entre ambas, dividida pelo Oceano Atlântico. Apesar de estarem próximas em latitude, não existe uma rota física entre essas localizações, mas, de alguma maneira, o projeto de Stephanie Lange, Claudia Hossfeld e do produtor e DJ Ralph von Richtoven criou essa rota no universo musical.

    Claudia e Stephanie (foto) se conheceram em uma audição para backing vocal de uma banda. Ambas tinham muita coisa em comum e queriam formar o próprio projeto. Stephanie (1961) e Ralph já se conheciam desde os seus dezessete anos. Isso tudo acontecia em Bremen, na Alemanha.

    Ralph, além de produtor, também trabalhava na prefeitura local com imigrantes, e está aí a grande diferença musical que o Saâda Bonaire teria diante de tudo. Eles gravaram sessões com diversos músicos imigrantes com os quais, muitas vezes, não havia sequer comunicação em alemão ou inglês, mas que musicalmente contribuíram para a construção da sonoridade múltipla e global do projeto.

    Com vinte sessões gravadas com músicos no centro comunitário de Bremen, o Saâda Bonaire assinou com a EMI e gravou no lendário estúdio “N”, onde o Kraftwerk já havia gravado. Só que a EMI rompeu com o projeto no lançamento do primeiro single, “You Could Be More As You Are”, em 1984. O que era uma promessa de estouro pop com sonoridade new wave e múltipla não chegou às paradas de sucesso devido aos altos gastos com festas durante a produção, estourando assim o orçamento diversas vezes, até que o contrato fosse descontinuado.

    Com muitas camadas e material para lançar três discos, o projeto não conseguiu emplacar em outra gravadora e, logo depois, Claudia Hossfeld o deixou. Então, Stephanie e Ralph (que hoje são amigos) tiveram que parar com as atividades em 1986.

    Saâda Bonaire em segunda formação

    Em 1988, Ralph começou a colaborar com Mike Ellington, que havia montado um estúdio no antigo sex shop de seu pai. Então, em 1991, as coisas conspiraram para que os produtores, munidos de um AKAI S1000 e um computador Apple, pudessem trazer novamente o Saâda Bonaire à vida, já que perceberam que suas produções tinham uma sonoridade próxima àquela com a qual Ralph havia trabalhado entre 1982 e 1984.

    “Só é de verdade se você pode fazer duas vezes”. Então, chamando Stephanie Lange novamente para gravar, Mike apresentou Andrea Ebert, que cantava profissionalmente e tinha desenvolvido técnicas vocais na igreja. Juntas, Stephanie e Andrea (foto) tinham um contraste harmonioso que se encaixava nas produções de Mike e Ralph. Em 1992, o Saâda Bonaire era muito diferente do que se formara com Claudia Hossfeld. O quarteto formado uma década depois possuía personalidades muito distintas.

    Entre 1992 e 1993, eles gravaram algumas das canções que estavam guardadas, com edição e mixagem feitas por Matthias Heilbronn. Andrea, que tinha uma história muito diferente da de Stephanie e, consequentemente, uma maneira diferente de cantar, fez uma passagem por Nova York. Quando voltou, em 1993, gravou junto com Stephanie, Mike e Ralph a faixa “So Many Dreams” e outras três músicas. Com essa nova visão musical de Andrea, o ritmo do Saâda Bonaire também havia mudado, ficando mais próximo dos 130 BPMs.

    Mas como um grupo de origem alemã, tocando um som com instrumentos turcos e curdos, que muitas vezes parecia britânico ou americano, com influências tão específicas, iria se encaixar em um mercado como o do ano de 1994? Naquele momento, Janet Jackson, Mariah Carey, Crystal Waters, Madonna, Erasure, Bon Jovi e Babyface dominavam as paradas musicais.

    A fusão contraditória de tantos elementos não encaixava o Saâda Bonaire em nenhum estilo. Mas foi essa inconformidade com um único rótulo que levou, hoje, um LP deles a custar mais de quinhentos reais. O caminho torto levou o projeto direto para a lista dos especialistas musicais como algo precioso e alternativo, quarenta e quatro anos após sua criação.

    Entre as composições, encontram-se letras sobre sonhos, amizades e a afirmação do feminino, além de sonoridades múltiplas que seguem por diversos caminhos e se apropriam de tantas camadas culturais. É por se apoiar em uma sonoridade única e se tornar tão indefinido por ser uma mistura muito diversa que o projeto, ainda hoje, não é apontado como um problema de apropriação cultural. E talvez seja por essa falta de definição, em um mundo tão rotulado, que o projeto mostrou que você pode ser mais como você é.

    Você pode acompanhar mais informações sobre Saâda Bonaire no site oficial.

  • ESM #003: Ojo Ara

    ESM #003: Ojo Ara

    O capricorniano Ojo Ara (Gabriel Araujo), que fez recentemente aniversário, nos presenteou com um delicioso set para o Electronic Sex Music. Com uma presença provocadora na cena independente, ele foi revelação na nossa edição de dezembro e desde então tem chamado a atenção de outros selos. Sua pesquisa musical tem uma irreverência que debocha de fronteiras e rótulos, assim como suas conversas (o famoso “quem o conhece, sabe”).

    Ojo tem um visual marcante, e junto do nosso terceiro episódio do ESM gostaríamos de anunciar que ele integra nosso time de residentes SXO. Nosso coletivo vem provocando a ocupação do centro da cidade com estéticas de fetiche, mistério e liberdade sexual, e todas essas provocações estão presentes na musicalidade do nosso mais novo DJ.

    Mergulhando nas raízes da club culture, ele apresenta uma jornada que costura o house clássico, a energia nostálgica do dance e a psicodelia envolvente do trance. Aproveitem!

    Seja bem vindo, Ojo!

  • Visibilidade Trans: 3 DJs que você precisa escutar

    Visibilidade Trans: 3 DJs que você precisa escutar

    A pista também é território político.

    Entre grave, corpo e identidade, trago aqui três artistas que transformam som em linguagem e presença em revolução.

    DJ Alirio
    Kontronatura

    Kontronatura

    “É só mexer o quadril.”

    Minha terceira indicação é Kontronatura.

    Em 2024, com toda certeza do universo, foi o melhor set que eu escutei naquele ano.

    E foi o set que eu escutei o mês de setembro inteiro.

    Hoje sinto que o melhor set dele é sempre o próximo.

    Tenho ouvido muito o set com Nick León no Carnaval de 2025

    e já sei: em 2026 não quero perder um set dele no Carnaval.

    Muitas vezes estamos produzindo festas juntos e eu sei exatamente quando ele está tocando, mesmo estando do outro lado do espaço.

    O som é acelerado.

    Hipnótico.

    Você dança automático, como nos desenhos animados em que o mágico hipnotiza todo mundo.

    A curadoria dele atravessa ritmos como o kuduro, um som que dá vontade de pular e dançar corpo de baile.

    Existe um meme que diz:

    “Olho pra pista e falo, é só mexer o quadril.”

    Num set do Kontronatura, isso vira regra.

    Parado você não fica.

    Enquanto espero o próximo set, sigo escutando meu favorito no SoundCloud, e deixo aqui pra vocês também mexerem os quadris.

  • Ouça o remix de 6lenda e Another Dudx para “Megalomaníaca”

    Ouça o remix de 6lenda e Another Dudx para “Megalomaníaca”

    E no nosso Soundcloud tem novidade! Um remix novinho de 6lenda Another Dudx de Megalomaníaca da cantora EBONY. Nosso residente e nossa hostess (que também é DJ e já se apresentou na estreia da KinKy) fizeram uma colaboração para uma dar textura nova para a música da cantora com produção do Heavy Baile.

    A faixa também está disponível para download gratuito!

    Lá no nosso Soundcloud você também pode ouvir playlists com sets já apresentados pelos DJs que formam o line-up de cada uma de nossas festas, sem falar, claro, dos nossos deliciosos episódios de ESM.

  • ESM #002: Dircceu – Chicago house contra o HIV/AIDS

    ESM #002: Dircceu – Chicago house contra o HIV/AIDS

    Dircceu é um DJ e multiartista brasileiro baseado em Amsterdã, cuja identidade sonora nasce do cruzamento entre tradição e vanguarda. Seu trabalho tece narrativas que atravessam house, techno, disco e breakbeat, sempre conectadas à pulsação afro-diaspórica que guia sua pesquisa: profundidade emocional, ancestralidade e um olhar futurista para a pista.

    Para a segunda edição do ESM, que lançamos hoje, 1⁰ de dezembro, Dia Mundial de Luta contra o HIV, Dircceu traz um set especial em celebração ao Dia Mundial de Combate ao HIV/Aids — uma viagem que combina Chicago house, progressive house e outras vertentes que exploram energia, memória e movimento.

    O mix inclui a track “Eu vivo com AIDS”, do coletivo Loka de Efavirenz, reafirmando a potência da arte na conscientização sobre HIV/AIDS. O lançamento também destaca as metas da UNAIDS para que a AIDS deixe de ser uma ameaça à saúde pública até 2030 — um objetivo possível com acesso universal à prevenção, tratamento e combate ao estigma.

    Confira o set em nosso SoundCloud:

  • ESM #001: FKSR

    ESM #001: FKSR

    Electronic Sex Music

    ESM (Electronic Sex Music) é um movimento da pista e linguagem reivindicada pelos DJs e produtores DUDX e FKSR.

    Misturando estilos e criando uma experiência sensorial que atravessa corpo, som e desejo.

    O ESMusic já nasce com força de movimento, porque a criação dessas sonoridades antecede a própria nomeação da ideia. O podcast e videocast da SXO, festa idealizada por Luiz Fukushiro (FKSR) e Eduardo Araújo (DUDX), amplia o que surge na noite ao integrar música eletrônica, sexualidade positiva e criação artística em conteúdos de áudio, vídeo e texto publicados nesta plataforma. Ao registrar sets, abrir conversas e expandir perspectivas, o ESMusic busca criar uma memória sensorial que alimenta a pulsão desejante. O ESM não está apenas na atmosfera das festas: ele já existe nas playlists, nas escolhas estéticas e na maneira de pensar a sexualidade que antecede até mesmo o que entendemos como música hoje